INSTRUÇÕES DO PILOTO

Corrida MacRobertson, da Inglaterra para a Austrália, 1934

Londres, Inglaterra (EGUN) para Melbourne, Austrália (YMEN)
Neste vôo, você recriará a corrida MacRobertson no vitorioso DH
88 Comet.

Tempo estimado para conclusão
71 horas (em várias sessões)

Introdução
Scott e Black
navegaram em seus vôos usando pilotagem, cálculo de posição estática e navegação celestial. Você tirará proveito de ferramentas mais modernas: um receptor de GPS (sistema de posicionamento global) portátil (pressione SHIFT+3 para exibi-lo) e o Mapa do Flight Simulator (no menu World [Mundo], selecione Map [Mapa]). Você precisará usar o GPS ou o Mapa para localizar cada escala. O objetivo? Voar até cada escala em seqüência e, finalmente, chegar a Melbourne. Se você for iniciante no Flight Simulator, isso será um desafio. Você poderá usar essas ferramentas de navegação conforme achar adequado, empregando o nível de assistência tecnológica que preferir. Você encontrará tudo o que precisa saber no Centro de Aprendizado.

Em cada escala, você poderá encher os tanques taxiando até a bomba da estação de abastecimento ou enchendo os tanques por conta própria: no menu Aircraft (Aeronave), selecione Fuel and Payload (Combustível e Carga). Encha os tanques e siga em frente. Você poderá obter mais informações sobre como abastecer a aeronave no artigo Fueling and Loading Aircraft (Abastecendo e carregando a aeronave).

Voe com aceleração máxima, a 10.000 pés. Reduza um pouco a potência em pernas mais longas, para que não fique sem combustível. Você voará mais devagar, mas gastará menos combustível por milha.

O tempo alcançado por Scott e Black foi de 70 horas, 54 minutos e 18 segundos. Você conseguirá quebrar esse recorde?

Condições meteorológicas
Você é quem criará as condições meteorológicas para esse vôo. No menu World (Mundo), selecione Weather (Clima). Você poderá escolher um tema, usar o clima do mundo real ou criar suas próprias condições meteorológicas. Torne o vôo interessante.

O vôo inicia com o avião estacionado na rampa da Base Aérea de Mildenhall (EGUN), com o motor ligado.

Rota
Perna 1:  Londres, Inglaterra (EGUN) até Bagdá, Iraque (ORBS)
A primeira aeronave partiu de Mildenhall às 6h30, e o "Grosvenor House" de Scott e Black foi a sexta a decolar. Rapidamente, o Comet foi envolvido por névoa e nuvens. Quatro horas mais tarde, Scott e Black avistaram o rio Danúbio através de uma brecha nas nuvens. Sobre o Mar Negro, quando a costa da Turquia tornou-se visível, o Comet atravessou uma terrível tempestade, com muitas nuvens, chuva e raios. Perdidos à noite sobre a Síria e com pouco combustível, Scott e Black avistaram um aeródromo e decidiram pousar. O aeródromo era, na verdade, o campo de emergência da R.A.F. (Real Força Aérea) em Kirkuk, no Iraque. Após conseguirem 20 galões de combustível, os dois voaram as 120 milhas restantes até Bagdá. Nesta recriação, voe diretamente de Londres para Bagdá.

Pouse no Aeroporto Internacional de Bagdá (ORBS): duas pistas paralelas (15L-33R e 15R-33L), a sudeste da cidade de Bagdá. A elevação do aeroporto é de 113 pés MSL.

Perna 2: Bagdá, Iraque (ORBS) até Allahabad, Índia (VIAL)
Embora a maioria de seus concorrentes tenha preferido fazer uma escala opcional em Karachi, Scott e Black decidiram voar diretamente até Allahabad. O plano foi bem-sucedido, e eles foram a primeira tripulação a pousar.

Pouse no Aeroporto de Allahabad (VIAL): duas pistas (07-25 e 12-30), quatro milhas a oeste da cidade de Allahabad. A elevação do aeroporto é de 322 pés MSL. A cidade está localizada na confluência dos rios Yamuna e Ganges.

Perna 3: Allahabad, Índia (VIAL) até Cingapura (WSSS)
As boas instalações de Allahabad, que contava com um escritório de meteorologia, uma torre de controle e bombas de combustível elétricas, contribuíram para uma rápida escala. O relatório meteorológico referente à perna era horrível, mas Scott e Black partiram mesmo assim, uma vez que o KLM DC–2 estava quase os alcançando. Após permanecer no solo por apenas 47 minutos, o "Grosvenor House" decolou para Cingapura. O tempo mostrou-se ainda pior do que o esperado: a turbulência era tamanha que foram necessários os dois pilotos para manter o avião em vôo nivelado. Quando se aproximaram das Ilhas Nicobar ao amanhecer, eles desceram até mil pés para escapar do mau tempo e ter certeza de que não haviam ultrapassado a Península Malaia. Ventos fortes tornaram o pouso em Cingapura uma epopéia, mas Scott conseguiu aterrissar sem danificar a aeronave.

Pouse no Aeroporto de Changi (WSSS): duas pistas paralelas (02L-20R e 02R-20L), no extremo leste da cidade-estado ilha de Cingapura. A elevação do aeroporto é de 22 pés MSL.

Perna 4: Cingapura (WSSS) até Darwin, Austrália (YPDN)
A perna de Cingapura até Darwin deveria ser a mais curta da corrida até então, mas apresentava um perigo potencial: atravessar o Mar de Timor, tempestuoso e infestado de tubarões. O vôo foi angustiante. Na escuridão, Black desceu até mil pés acima das águas para escapar do mau tempo. Pouco depois disso, o medidor de pressão do óleo no motor de bombordo começou a piscar, e Black subiu, como medida de segurança extra. De fato, no meio da travessia do Mar de Timor — a uma hora do pouso — a pressão do óleo caiu a zero, e Black desligou o motor. Contando apenas com um motor, Scott e Black avistaram a Ilha Bathhurst e decidiram fazer um desvio, voando a distância restante até Darwin sobre diversas ilhas, por precaução. Milhares de pessoas os esperavam quando o "Grosvenor House" aterrissou.

Pouse no Aeroporto Internacional de Darwin (YPDN): duas pistas (11-29 e 18-36). A elevação do aeroporto é de 103 pés MSL.

Perna 5: Darwin, Austrália (YPDN) até Charleville, Austrália (YBCV)
Enquanto os mecânicos da Qantas cuidavam do motor, Scott e Black aguardavam, com a esperança de que o KLM DC–2 não aparecesse no horizonte. O problema no motor havia sido ocasionado por um filtro de óleo entupido. Após duas horas, com o motor reparado e montado, mas ainda funcionando precariamente, Scott e Black decolaram para Charleville, onde dois novos cabeçotes de cilindros seriam instalados para a perna final até Melbourne. Após várias horas de vôo e com apenas combustível suficiente a bordo para chegar a Charleville, Scott percebeu que estava perdido. Por sorte, ele avistou alguns trilhos de trem os quais sabia, graças à sua experiência em vôos na região, que levariam à cidade.

Pouse no Aeroporto de Charleville (YBCV): duas pistas (12-30 e 18-36). A elevação do aeroporto é de 1.003 pés MSL.

Perna 6: Charleville, Austrália (YBCV) até Melbourne, Austrália (YMEN)
Após cumprir as formalidades em Charleville, Scott e Black retornaram ao avião e encontraram os mecânicos da Qantas trabalhando intensamente no motor de bombordo. Logo, o Comet levantou vôo novamente. Contudo, após apenas alguns minutos, o problema da pressão do óleo voltou a ocorrer, e Scott e Black retornaram relutantes a Charleville. Depois de mais uma hora no solo — doze horas e dezenove minutos após seu primeiro pouso nesse local — o Comet finalmente decolou para Melbourne. Lutando contra o cansaço, Scott e Black se revezaram voando dez minutos cada um, e a curta perna lhes parecia interminável. Finalmente, eles avistaram Melbourne, e Scott desceu até 200 pés para voar entre os dois mastros da linha de chegada, na pista de corrida de Flemington: eles haviam alcançado a vitória. Incapazes de pousar na pequena pista, eles continuaram por 15 milhas até o aeródromo de Laverton. O aeroporto moderno mais próximo é Essenden (YMEN), localizado 4 NM ao norte da pista de corrida de Flemington.

Pouse no Aeroporto de Essendon (YMEN): duas pistas de interseção (08-26 e 17-35), localizadas 7 milhas ao norte da Baía de Port Phillip. A elevação do aeroporto é de 282 pés MSL. Não confunda o Aeroporto de Essendon com o Aeroporto Internacional de Melbourne (YMML), localizado 4 NM a noroeste.

Pouse e taxie até o estacionamento. Pressione ESC para encerrar o vôo.